A inovação deve ter agendas democráticas

Se a produtividade não aumentar, o nosso bem-estar material não pode crescer, porque não haverá base para termos melhores salários e mais recursos à disposição do Estado para nos garantir proteção e serviços adequados.

Para que a produtividade aumente, não é necessário que sejamos menos preguiçosos, como por vezes parece estar subjacente a muitos discursos sobre a produtividade dos portugueses. É necessário que haja inovação. A visão de Costa Silva, que pode conhecer na entrevista que deu ao nosso podcast, deixa clara a importância da inovação para Portugal. É assim para todo o mundo, não é uma especificidade nossa. E agora que estamos entre os grandes inovadores europeus é uma questão a que não devemos fugir.

O que nos conduz a uma outra questão, que motiva este texto, a de quem nos garante que a inovação funciona a favor da satisfação de necessidades sociais e sob controlo democrático. Em mais um excelente texto, Dani Rodrik denuncia o facto de as agendas de inovação estarem dominadas por quem as paga e isso nos conduzir a interesses particulares que, por exemplo, as conduzem excessivamente para o progresso da automação, ou a interesses públicos dos setores que o Estado financia para isso, hoje dominados nos EUA pelos interesses militares. Controlo democrático da inovação precisa-se e isso impõe uma agenda pública, transparente e escrutinável de inovação. Algo a ter em conta na definição das nossas estratégias futuras.

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